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Oração da Campanha da Fraternidade 2019

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Pai misericordioso e compassivo,

que governais o mundo com justiça e amor,

dai-nos um coração sábio

para reconhecer a presença do vosso Reino entre nós.

 

Em sua grande misericórdia, Jesus,

o Filho amado, habitando entre nós

testemunhou o vosso infinito amor

e anunciou o Evangelho da fraternidade e da paz.

 

Seu exemplo nos ensine a acolher

os pobres e marginalizados, nossos irmãos e irmãs

com políticas públicas justas,

e sejamos construtores de uma sociedade humana e solidária.

 

O divino Espírito acenda em nossa Igreja

a caridade sincera e o amor fraterno;

a honestidade e o direito resplandeçam em nossa sociedade

e sejamos verdadeiros cidadãos do “novo céu e da nova terra”

 

Amém!

Formação: Campanha da Fraternidade 2019 – Fraternidade e Políticas Públicas

FRATERNIDADE E POLÍTICAS PÚBLICAS

LEMA: “SERÁS LIBERTADO PELO DIREITO E PELA JUSTIÇA”. (IS 1,27)

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A origem da Campanha da Fraternidade acontece justamente na Quaresma, que é o tempo favorável para os cristãos católicos saírem da própria apatia existencial, que auxilia na compreensão crítica e concreta da realidade, o questionamento dessa realidade e as decisões a serem tomadas conforme as exigências do Projeto de Deus.

A Campanha da Fraternidade 2019 traz como tema: “Fraternidade e Políticas Públicas” e o lema “Serás libertado pelo direito e pela Justiça” (Is 1,27), buscando melhor informar como são formuladas e aplicadas as Políticas Públicas estabelecidas pelo Estado brasileiro, numa tentativa importante de estimular a efetiva participação popular nas decisões do Estado sobre esse tema.

 

O que são Políticas Públicas? Em uma definição bem simples, à partir da Constituição Federal de 1988, Políticas Públicas são um conjunto de ações e atividades (saúde, educação, segurança, cultura, esporte, lazer, habitação, previdência social, indústria, comercio, saneamento básico, direitos humanos, mulher, criança e adolescente, juventude, deficientes, meio ambiente, etc) desenvolvidas pelo Estado direta ou indiretamente que visam garantir e colocar em prática direitos assegurados.

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Sem democracia e a participação popular, as Políticas Públicas tendem a refletir mais a força dos agentes públicos ou grupos políticos, ou mesmo das próprias burocracias estatais, exigindo a efetiva participação popular, caso contrário, o que se opõe a vida, o direito e a justiça se estabelecerá.

A Constituição Federal de 1988 possibilitou a participação direta da sociedade na elaboração e implementação de Políticas Públicas através dos conselhos deliberativos na área da saúde, educação, criança e adolescente, assistência social, etc, além de outros direitos como: direito de fiscalizar as contas municipais; de denunciar irregularidades ou ilegalidades; de participar da seguridade social; de cooperar por meio de associações no planejamento municipal, etc.

Esta participação social, no cuidado da obra do Criador e do que é público, a participação em conselhos nos âmbitos federal, estadual e municipal que são por excelência instâncias de Controle Social, participar como sal e luz nos espaços políticos e coletivos de decisão, e, superar o medo de lidar com as ideologias políticas, é um dos modos mais eficazes de praticar o Evangelho, a ética e viver a justiça que vem de Deus.

Os objetivos da Campanha da Fraternidade 2019 são principalmente:

– conhecer como são formuladas e aplicadas as Políticas Públicas estabelecidas pelo Estado Brasileiro;
– exigir ética na formulação e na concretização dessas Políticas Públicas;
– despertar a consciência e incentivar a participação de todo cidadão e cidadã na construção de Políticas Públicas em âmbito nacional, estadual e municipal;
– propor Políticas Públicas que assegurem os direitos sociais aos mais frágeis e vulneráveis;
– trabalhar para que as Políticas Públicas eficazes de governo se consolidem como políticas de Estado;
– promover a formação política dos membros de nossa Igreja, especialmente dos jovens, em vista do exercício da cidadania;
– suscitar cristãos católicos comprometidos na política como testemunho concreto da fé. (cf. Texto-Base CF 2019)

Através das Campanhas da Fraternidade, a Igreja no Brasil muito tem contribuído em evidenciar situações que causam sofrimento e morte em meio ao povo brasileiro, e nem sempre percebidas por todos, colocando nas consciências um sentimento de continuidade, sensibilização e compromisso no resgate da dignidade de tantos irmãos
e irmãs, conforme exige o último parágrafo da oração da Campanha da Fraternidade 2019: “O Divino Espírito acenda em nossa Igreja a caridade sincera e o amor fraterno; a honestidade e o direito resplandeçam em nossa sociedade e sejamos verdadeiros cidadãos do novo céu e da nova terra”.

Que Nossa Senhora, Mãe de Jesus e nossa, nos acompanhe nessa caminhada quaresmal, nos despertando para o cuidado dos irmãos e das irmãs através das Políticas Públicas.

Vera Martins
Bel. Direito e Educadora Social

1º Encontro Arquidiocesano para Formação de Líderes de Coroinhas e Acólitos de 2019 conta com a presença de Dom Pedro Fedalto

No último domingo, dia 17, no Seminário “Menor” São José, se deu o 1º Grande Encontro para a Formação de Líderes para Coroinhas e Acólitos da nossa Arquidiocese.

O evento contou com uma recepção às 08h, com tempo para que os grupos pudessem se alimentar, às 08h45 a coordenadora arquidiocesana Genice da Silva passou alguns avisos e às 09h se deu início à Palestra com o Pe. Régis Bandil, encarregado pela Arquidiocese para estar assessorando os grupos de Coroinhas e Acólitos das Paróquias.

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Às 10h, deu-se início ao terço mariano e logo em seguida celebramos a Santa Missa com a presença de Dom Pedro Fedalto, Arcebispo Emérito de Curitiba, aos 92 anos de idade, presidindo a celebração. Também contamos com a presença do Pe. Fernando Pieretto, responsável pela Comissão do Serviço de Animação Vocacional, Ministérios e Vida Consagrada da Arquidiocese.

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Estiveram presentes neste encontro, Coordenadores e Futuros Coordenadores de diversas paróquias da Arquidiocese. De nossa Comunidade, estavam presentes Sueli Magalhães (atual coordenadora dos Coroinhas), Ana Paula e Thays (Futuras Coordenadoras), Cássio Mauro (Formador dos Acólitos e Cerimoniários), além de alguns de nossos coroinhas, acólitos e futuros acólitos.

Ao final da Santa Missa, os grupos foram liberados para o almoço e a tarde confraternizar entre si.

Os encontros da Formação de Líderes na Arquidiocese se iniciam no próximo final de semana, a partir das 14h na Catedral Basílica de Curitiba.

 

Para ver mais fotos, acesse o nosso Facebook.

 

Cássio Mauro Covalski

Coordenador da Pastoral da Comunicação

Território Paroquial

A fim de melhorar a comunicação e o alcance dos trabalhos pastorais, facilitando a descentralização das informações e serviços em nossa Arquidiocese, nossas Paróquias são organizadas em nível de Setorial. Atualmente existem 15 Setores na nossa Arquidiocese, nós fazemos parte do Setor Cajuru.

Nosso Setor corresponde às Paróquias Santíssima Trindade, São José, São Martinho de Lima, Nossa Senhora Aparecida, Nossa Senhora do Rosário de Belém, São Benedito e Santuário de Nossa Senhora de Fátima; estas duas últimas recentemente incluídas ao nosso Setor em uma reorganização a nível arquidiocesano.

Para facilitar os nossos trabalhos em nível paroquial, o território da nossa Comunidade, também é dividido em Setores, para um melhor alcance dos nossos trabalhos. Você sabe em qual setor de nossa Paróquia você reside? Confira no mapa abaixo:

Calendario completo 2017.cdr

 

Pastoral da Comunicação

Comunidade Santos Inocentes

capelacapela2capela3Quando criada a Associação de Moradores da Vila Autódromo em 1983, houve a doação de um terreno para a construção de uma igreja. Com ajuda de verbas vindas da Alemanha, em 28 de dezembro de 1990, surgiu o centro comunitário. Com as obras concluídas, o até então barracão, recebeu o nome de Centro Comunitário Santos Inocentes.

Senhoras faziam reuniões em grupos regularmente no local. Com fios de lã doados para tricô e retalhos de tecidos, elas faziam tapetes de crochê e os vendiam para arrumar dinheiro para ajudar pessoas da comunidade. Sem contar que, mensalmente, faziam sopa para as crianças que eram desnutridas. Toda a arrecadação que recebiam, era revertida para ajudar às famílias carentes e também às mães gestantes.

Tradicionalmente, na data de 28 de dezembro, quando se comemora o dia de Santos Inocentes, as pessoas que aqui trabalhavam faziam uma confraternização, juntamente com o Pároco, que no final fazia a celebração. A Capela, até então, contava com a presença da Pastoral da Criança, que passou a ser responsável por realizar esse trabalho de pesagem e acompanhamento das crianças de baixa renda da região, oferecendo alimentos e desenvolvimento sempre que necessário.

Com o passar dos anos, outras Pastorais passaram a atuar também na Capela como a catequese, a Infância Missionária e a Legião de Maria. Atualmente temos a Santa Missa às 09h da manhã aos domingos, contando com o engajamento de toda a comunidade nos seus diversos serviços pastorais, como a equipe de canto, leitorado, acolhida, dízimo e Ministros Extraordinários da Sagrada Eucaristia. Tudo o que se construiu e se mantém até hoje é fruto de trabalho de equipe e de doação pessoal.

Marlene Godoi, José Ramalho,
Zenaide Maria, Zenaide Gravelli,
Ademir Menosse, Andréia da Luz,
Fernanda Menosse e todos os membros da
Comunidade Santos Inocentes.

Origem e História do Carisma Vicentino

img-20190121-wa0004img-20190121-wa0007img-20190121-wa0002A Companhia, fundada no século XVII por São Vicente de Paulo e Santa Luísa de Marillac, é conhecida na Igreja pelo nome de Companhia das Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo, Servas dos Pobres. (c.1.1)

São Vicente dizia às Irmãs: “Tende presente: foi o povo, ao ver o que fazeis e o serviço que nossas primeiras Irmãs prestavam aos Pobres, que vos deu tal nome; este permaneceu como característico de vossa atividade” (S. V.P. 04.03. J 658).

A Companhia das Filhas da Caridade é uma Sociedade de Vida Apostólica em comunidade, que assume os Conselhos Evangélicos de castidade, pobreza e obediência, conforme suas constituições e estatutos, para servir corporal e espiritualmente os Pobres, vendo neles a pessoa de Jesus Cristo Crucificado.

O início da Companhia das Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo foi muito simples e inesperado: Uma família do Vilarejo, hoje cidade de CHATILLON – SUR – CHALARONNE, estava ameaçada pela doença e na casa não havia nenhuma pessoa em condições de dar assistência aos doentes.

Durante a Missa, São Vicente recomenda esta família necessitada aos fiéis. E à tarde, quando ele mesmo vai visitar a família, ele encontra uma multidão de pessoas indo e vindo. São Vicente entendeu o sinal de Deus: tão somente é necessário canalizar e organizar esta caridade que as pessoas já trazem no coração. Neste dia nasceu a Confraria das Senhoras da Caridade. São Vicente descobriu a miséria material e espiritual de sua época e consagrou sua vida ao serviço e à evangelização dos pobres.

A 29 de Novembro de 1633 as (4) quatro primeiras Irmãs se reúnem com Luiza para viver um mesmo ideal, em comunidade fraterna. Seis meses depois já são (12) doze. Foi uma novidade na época, pois até então só havia vida consagrada em clausura. E agora elas vivem no meio do povo, indo à casa dos pobres para atender os doentes. Depois, à medida das necessidades, ocuparam-se dos doentes nos hospitais, da instrução das jovens, das crianças abandonadas, dos galés, dos soldados feridos, dos refugiados, das pessoas idosas, dos dementes e outros…

Alguns anos mais tarde, convictos de que a Caridade de Cristo que deve impulsionar a Companhia não conhece fronteiras, os Fundadores enviaram à Polônia um primeiro grupo de Irmãs.

A 18 de janeiro de 1655, a Companhia foi aprovada pelo Cardeal de Retz, Arcebispo de Paris, e, a 8 de junho de 1668, recebeu a aprovação pontifícia do Papa Clemente IX.

A origem da Província de Curitiba está ligada à vinda das Irmãs polonesas ao Brasil no ano de 1904. Embora a Companhia já estivesse presente no país desde 1849 com a chegada das primeiras Filhas da Caridade francesas, essa nova presença responde a uma solicitação especial feita pelos imigrantes poloneses residentes no território paranaense. Conhecedores da missão da Irmãs em seu país de origem e desejosos de oferecer uma educação diferenciada para seus filhos, a comunidade de imigração polonesa solicita ao então bispo de Curitiba, Dom José de Camargo Barros, a mediação no pedido oficial aos Superiores Gerais e Provinciais da Polônia. Este mesmo procedimento havia sido assumido para a vinda da Congregação da Missão no ano anterior.

Provenientes da Província de Chelmno, as três primeiras Irmãs – Irmã Luísa Olsztynska, Irmã Natália Zietak e Irmã Leocádia Suchoswiat – saíram na Polônia no dia 05 de setembro de 1904, partindo de trem até a Casa Mãe, em Paris, onde permaneceram durante uma semana. No dia 17 deste mesmo mês embarcam a bordo do navio “Atlantique”, juntamente com outras vinte e três Filhas da Caridade e um Padre da Missão. Atracaram no Rio de Janeiro no dia 02 de outubro, onde passaram duas semanas hospedadas na Santa Casa, instituição dirigida pelas Filhas da Caridade na então capital do país, aguardando a finalização da construção da escola em Curitiba.

Em 1914, por exigência do governo brasileiro, as Irmãs polonesas precisaram prestar exames oral e escrito da Língua Portuguesa, e conhecimentos na área para continuarem a dirigir as escolas. Neste período, já haviam iniciado três outros estabelecimentos educativos no Paraná: Escola Santa Sofia, em Prudentópolis (1907); Escola Santa Clara, em Rio Claro do Sul (1912); e Escola São Vicente de Paulo, em Tomaz Coelho (1912).

Para somar na missão brasileira, a Província de Chelmno enviou outros grupos de Irmãs missionárias. Entre 1904 e 1937 vieram ao Brasil cinquenta Irmãs da Polônia em doze viagens.

Em cada viagem, as Irmãs traziam consigo baús com objetos para uso pessoal e da comunidade, roupas, paramentos, vasos sagrados, instrumentos musicais, medicamentos e dinheiro para a abertura de novas casas.

Em sua grande maioria, elas permaneceram definitivamente no país; algumas, por razões de saúde e adaptação com o clima, retornaram ao país de origem. Aos poucos, foram surgindo vocações autóctones, somando nos diversos serviços assumidos pela Comunidade.

Juntamente com a ação educativa, as primeiras Irmãs desenvolviam uma intensa atividade pastoral nas paróquias em que estavam estabelecidas, seja na liturgia, na catequese, no acompanhamento das Filhas de Maria ou nos trabalhos de cuidado do templo.

A Província de Curitiba conta atualmente com 330 Irmãs atuando em 49 obras que abrangem os estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Estas frentes de atuação se desenvolvem nas áreas da Educação, Saúde, Serviço Social, Inserções em Meios Populares e Casas de Pastoral. Quatro Comissões Especializadas articulam e acompanham esse trabalho a partir de objetivos específicos. Oito Irmãs atuam fora da Província, sejam em trabalhos na Casa Mãe (Paris), missões ad gentes e/ou em outra Província do Brasil.

O sentido de pertença e a convicção vocacional animam a Província, especialmente a Equipe de Formação, na tarefa de despertar, cultivar e acompanhar as jovens que se apresentam para conhecer e ingressar na Companhia. O itinerário formativo compreende desde o diálogo com as jovens em suas famílias e comunidades locais, à formação mais sistemática nas etapas do Postulado, Seminário e preparação para a Emissão dos Votos pela primeira vez. O projeto formativo contempla a integralidade da pessoa, atentando, sobretudo, aos aspectos humanos, espirituais e vicentinos.

 

Irmã Henez A Murbach

História da Paróquia

No ano de 1975, acontecia as Santas Missões na Arquidiocese de Curitiba, e a Paróquia São José – Vila Oficinas, administrada pelos Padres Palotinos, num espírito missionário, atingia a Vila dos Bancários (Rua Natal, Ariosvaldo Moreira e Maceió, entre ruas dos Ferroviários e Humberto Giraldi), em razão dessa missionariedade e do rebanho de fiéis que à partir desse momento se aglomerava, foi necessário pensar em um local adequado, que pudesse acomodar e atender  a demanda  do povo que aumentava a cada dia, e que sentia grande necessidade de exercício religioso próximo as suas casas. 

À partir desse momento proporcionado pelas santas Missões, formaram-se turmas de Catequese de 1.ª Eucaristia e Crisma, onde as crianças e adolescentes recebiam a doutrina da iniciação cristã na fé católica nas casas dos fiéis que se dispuseram e se voluntariaram como catequistas, mas devido a falta de espaço, a catequese era ofertada na casa dos/as catequistas. 

Então, percebendo-se a necessidade da criação de uma capela na região, à partir do esforço da comunidade e do apoio do Pe. José Schwind, então reitor do Seminário Maior Palotino e do Pe. Francisco Pio Dantas, então pároco da Paróquia São José-Vila Oficinas, foi adquirido um terreno com um barracão na Rua dos Ferroviários s/n (hoje nº 907), onde funcionava uma fábrica de sabão e detergente, o qual passou por algumas reformas e já começou a receber as atividade religiosas. 

Em maio de 1976, por ocasião da Crisma na Paróquia São José, Dom Pedro Fedalto (hoje Bispo Emérito da Arquidiocese de Curitiba), colocou a comunidade recém criada, sob a proteção da Santíssima Trindade.   

Em 05 de junho de 1977 – Solenidade Litúrgica da Santíssima Trindade acontecia também a primeira festa em honra ao Padroeiro Trinitário da jovem comunidade. E, naquele mesmo ano, foi adquirido mais um terreno, também situado à Rua dos Ferroviários, em frente ao n.º 85 (hoje 856, onde está o templo da Paróquia Santíssima Trindade), que por anos ficou no aguardo de obras.  

Naquela antiga fábrica de detergente, por 16 anos funcionaram as atividades religiosas e sociais da então Capela Santíssima Trindade, com Missas aos domingos às 19h30, catequese de Primeira Eucaristia e Crisma, grupos de jovens, Legião de Maria, perseverança para adolescentes, comunidades eclesiais de base (CEB’s), grupo Fé e Política,  Movimento das Capelinhas, Grupos de Reflexão / Movimentos de Setores, novena perpétua em honra a São Vicente Pallotti todo dia 22 de cada mês,  grandiosas festas duas vezes ao ano e outras promoções menores (bingos, jantares, almoços, etc) sempre que necessário, além de outras atividades pastorais e sociais.  

Em 1986 chegava em nossa comunidade as Irmãs Missionárias Combonianas que traziam sua contribuição na catequese, nos grupos de jovens e em especial com seu carisma missionário junto aos mais pobres atuando em várias frentes de trabalho nesta comunidade com uma atenção especial a Vila Autódromo. 

Em 1988 novos empreendimentos foram concretizados, adquirindo-se mais um terreno já com uma casa construída, terreno este que dava para os fundos da então capela, onde por alguns anos funcionou as atividades da Pastoral do Menor, e, depois de algumas reformas é a casa paroquial desde o ano de 2002. 

Ainda no ano de 1988, surgiu a oportunidade de adquirir mais um terreno, na Rua dos Ferroviários ao lado do n.º 85 (hoje 856) onde seria construído o Templo definitivo em honra ao padroeiro trinitário – Santíssima Trindade.   

No dia 14 de maio de 1989 – Solenidade da Santíssima Trindade, o Pe. Manoel Coelho (Palotino) in memorian, em uma Missa Campal (ao ar livre), lançou naquele local a pedra fundamental do novo templo.  

Assim sendo, seguindo os desígnio de Deus, em março do ano 1989, chegava à Comunidade Santíssima Trindade, mais precisamente à Vila Autódromo, as voluntárias da Pastoral da Criança, e, em razão do crescimento deste trabalho, algumas lideranças da comunidade local conseguiram um terreno situado nos fundos da antiga Creche Autódromo (Hoje Unidade de Atendimento da FAS) onde foi construído um espaço amplo que foi inaugurado no dia 28 de dezembro de 1990 e recebeu nome de Centro Comunitário Católico Santos Inocentes, onde, além das ações da Pastoral da Criança, eram desenvolvidas outras atividades na área social e também religiosa com Missas uma vez por mês. Hoje este espaço tem “status” de Capela Santos Inocentes com Missas todos os domingos às 9h. 

Em janeiro de 1992, à partir de uma sugestão de projeto do então seminarista palotino Cláudio Pereira dos Santos (hoje Pe. Cláudio Pereira dos Santos, SAC) iniciavam-se as obras da tão sonhada igreja.  

Em 06 de junho de 1993 – Solenidade da Santíssima Trindade, era inaugurada a nova Igreja (ainda capela). 

Em 1994 chegavam em nossa comunidade as irmãs de São José de Chambery que também atuaram em várias frentes sociais e religiosas, tendo permanecido por aqui até o ano de 2015/2016. 

Assim sendo, no dia 11 de dezembro de 1998, por decreto eclesial de sua Excelência Reverendíssima Dom Pedro Fedalto, a então Capela Santíssima Trindade foi proclamada “Paróquia Santíssima Trindade” quando toma posse o primeiro Pároco – Padre Adriano Olivério Monteiro Pinto. 

Na madrugada de 19 de janeiro de 1999(uma terça-feira), pegou fogo na parte elétrica do templo levando-o às as cinzas (até as colunas de concreto e vergalhão de ferro foram atingidas) e com ele tudo o que com sacrifício foi adquirido para o exercício religioso foi destruído pelo incêndio, ficando a comunidade desolada com o ocorrido. 

Nos meses que se seguiram, o Padre Adriano, juntamente com a liderança paroquial, providenciou a ampliação da antiga capela / salão paroquial, para que voltasse ser utilizado como templo provisório, até que o processo de perícia e o pagamento do seguro fosse feito, para que se pudesse iniciar a reconstrução de um novo templo.  

Com isso, foi providenciado também o término de algumas salas de catequeses, o revestimento do pátio, a reforma da casa da Pastoral do Menor para tornar-se Casa Paroquial e outras obras menores para o mínimo de conforto para as ações religiosas e pastorais. Sendo que neste terreno, hoje está instalado o salão paroquial João Paulo II, que, com as bênçãos de Deus, a generosidade dos paroquianos e a boa administração dos CAEP’s, é uma estrutura excelente para acolher todas as atividades pastorais e sociais da vida da comunidade paroquial. 

Dentro deste clima de reconstrução, o Centro Comunitário Santos Inocentes também passou por pequenas reformas para tornar-se “Capela”, e também foi iniciado a construção do muro ao redor do terreno onde seria reerguida a nova igreja. 

Assim sendo, com a graça de Deus, no dia 17 de maio de 2002, o Padre Adriano e o CAEP daquela época entregaram para a Vila Oficinas o novo templo da Paróquia Santíssima Trindade, em uma soleníssima Missa presidida por Dom Pedro Fedalto, quando aconteceu a dedicação do templo e sacralização do Altar.  

No dia 22 de setembro de 2002, chega à Paróquia Santíssima Trindade o Padre José Mauri da Cruz em substituição ao Pe. Adriano que fora transferido, sendo aquele, o segundo pároco desde a sua elevação a paróquia, assumindo o pastoreio do pequeno rebanho do povo de Deus, tendo permanecido a frente da Paróquia Santíssima Trindade  até o dia 30 de dezembro de 2006. 

No dia 03 de janeiro de 2007 chega à Paróquia Santíssima Trindade o Pe. José Roberto de Souza em substituição ao Pe. José Mauri que fora transferido para a recém criada Diocese de São José dos Pinhais, sendo aquele, o terceiro pároco, o qual dá a alegria de celebrar com os paroquianos os 41 anos de existência comunidade Santíssima Trindade e os 20 anos (11/12/2018) de Paróquia Santíssima Trindade. 

O pequeno rebanho de fiéis é muito grato a Santíssima Trindade – Pai, Filho e Espírito Santo por tantas conquista espirituais e temporais. Uma comunidade de pessoas muito simples na periferia de uma metrópole, mas que vem construindo sua história, de grandes momentos de testemunho de fé e ações de evangelização, sentindo o coração aquecido e cada vez mais próximos de Deus.  

Que a Santíssima Trindade, a Virgem Maria e seu esposo São José concedam ainda longos anos de celebração da liturgia da vida nesta comunidade de irmãos.  

  

Vera Martins  

Agente de Pastoral nesta comunidade desde março/1982