Quaresma: Somos Chamados à Conversão

Neste ano, desde o dia 6 de março, estamos vivenciando o Tempo da Quaresma, um dos tempos litúrgicos mais importantes no calendário da Igreja. Neste dia também, teve início a Campanha da Fraternidade. O período antecede a Páscoa, tendo início na Quarta-feira de Cinzas até a Quinta-feira Santa, dia em que tem início a celebração do Tríduo Pascal, que se encerra no Domingo de Páscoa. A Quaresma é o período de quarenta dias reservado à preparação da Páscoa.

Esse período é colocado pela Igreja, para que nos preparemos para a maior de todas as Solenidades litúrgicas do ano: a PÁSCOA, a grande celebração da Ressurreição de Jesus, a vitória dEle e nossa sobre o mal, sobre o pecado, sobre a morte e sobre o inferno.

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O número quarenta é simbólico e recorda muitas cenas da Bíblia. Assim, vemos Noé que passa 40 dias na barca com toda a criação para depois sair dali para uma vida nova, salvando a humanidade (Gn 8,6); Moisés permaneceu quarenta dias no monte Sinai (Ex 24,18) antes de dar ao povo as Tábuas da Lei e a Aliança com Deus; o povo de Deus caminhou quarenta anos no deserto antes de chegar com Josué à Terra Prometida (Js 5,6); por quarenta anos Golias desafiou Israel até que Davi o vencesse (1Sm 17,16); Elias, fugindo da morte, caminhou durante quarenta dias até chegar ao Horeb, na montanha onde Deus se mostrou a ele numa brisa suave (1Rs 19,8-12); quarenta dias foi o prazo que Jonas marcou para Nínive ser destruída, mas se converteu (Jn 3,4); Jesus passa quarenta dias, jejuando e rezando no deserto, antes de vencer Satanás e começar a Sua missão evangelizadora.

São quarenta dias, em que somos convidados a viver um tempo de reflexão, oração e penitência, em memória aos dias que Jesus passou no deserto. É um tempo em que Jesus nos convida a ir para o “deserto” com Ele, não o deserto de areia, mas o deserto do nosso coração, onde Deus habita desde o nosso batismo, mas que tantas vezes esquecemos.

Quaresma é um tempo de rever nossa vida e abandonar o pecado (orgulho, vaidade, arrogância, prepotência, ganância, ira, inveja, preguiça, mentira, etc.). Viver o que Jesus recomendou: “Vigiai e orai, porque o espírito é forte, mas a carne é fraca” (Mt 26,41).

Oração

Essencial em todos os momentos da nossa vida, a oração pode ser pessoal, em comunidade, na meditação da Palavra de Deus, em família, ou mesmo com a participação fervorosa na Santa Missa. A oração é a grande intimidade que nós devemos ter com o nosso Deus. Falar ao coração de Deus e deixar que Ele fale também no coração de cada um de nós. Pois, é por meio da oração que nós conseguimos obter as respostas para a nossa caminhada, as respostas que nós precisamos no nosso dia a dia, para as nossas dificuldades, alegrias. Esse tempo quaresmal, ainda, é um tempo muito oportuno para o sacramento da Confissão.

Penitência

A Quaresma é um tempo de conversão. Mudança de vida. Para isso, existe a penitência, ou o jejum. As sextas-feiras da Quaresma são um tempo propício para a penitência. O objetivo desta prática não é o sofrimento ou privação daquilo que agrada, mas um meio de purificação de nossa alma. A penitência é feita para dar forças espirituais na luta contra o pecado. Aliada à oração, ajuda a fortalecer a vontade e a fé, para que não se caia diante das ciladas do mal.

Caridade

A caridade é o ato concreto da conversão do coração; da vivência da oração; da vivência da proximidade com Deus. É aquela obra concreta que nos coloca diante do irmão mais necessitado, para ajudar, para evangelizar, para levar também o amor de Deus, de forma material àquelas pessoas que mais necessitam. A caridade deve ser vivida de maneira especial com aqueles mais próximos. São Paulo (1Cor 13) diz ‘Ainda que eu fale todas as línguas dos homens e dos anjos, se eu não tiver a caridade, de nada me adiantará’, pois a caridade é que norteia toda a nossa vida.

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Que neste tempo possamos buscar a nossa conversão, nossa espiritualidade desde o Batismo e possamos vivenciar, dentro das nossas famílias, essa espiritualidade cristã. A família é um elo de unidade, que nos convida assim a ter uma unidade com toda a comunidade cristã, envolvida entre nós.

José Paulo Colli

Cristiely Rodrigues

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